# Imagem do ConectaSUS V2 — API + frontend ![Arquitetura CI/CD do ConectaSUS V2](ci-cd-architecture.svg) Imagem de produção com o **código encapsulado**: o `vendor/`, os caches de boot (`packages.php`, `services.php`, `routes-v7.php`) e o `dist/` do frontend já vão prontos. Substitui o modelo de bind mount de `/var/www` + `publish.sh` dentro do container. API e frontend ficam no **mesmo container**, como em produção: Apache serve a API na `:80` e o SPA na `:8080`. Uma tag, um artefato, um rollback — as duas partes não têm como ficar dessincronizadas. ## O que entra e o que não entra | | | | --- | --- | | **Na imagem** | código da API, `vendor/` (`--no-dev`), autoload otimizado, route cache, `dist/` do frontend, vhosts do Apache, configs do supervisor | | **Fora da imagem** | `.env`, `connections.json`, `storage/` (dados e logs) | `config/database.php:36` faz `file_get_contents(base_path('connections.json'))` no boot — **sem esse arquivo a aplicação não sobe**. O entrypoint valida os dois arquivos e falha com mensagem clara em vez de deixar o Apache subir quebrado. O `npm` existe **só no stage de build**. Para o runtime atravessa apenas o `dist/`: nem `node_modules`, nem fonte `.vue`, nem webpack. Produção deixa de compilar qualquer coisa — nem PHP, nem JS. ## Estrutura O contexto do build é a raiz do `application/`, porque o build precisa enxergar `api/` e `frontend/` ao mesmo tempo. Por isso `Dockerfile` e `docker/` vivem na raiz, e não dentro de `api/`. ``` application/ ├── Dockerfile # 3 stages: frontend-build | build (composer) | runtime ├── .dockerignore ├── api/ ├── frontend/ └── docker/ ├── entrypoint.sh ├── apache/ │ ├── ports.conf # Listen 80 + Listen 8080 │ ├── 000-default.conf # :80 -> /var/www/api/public │ └── frontend.conf # :8080 -> /var/www/frontend/dist └── supervisor/conf.d/ ├── apache.conf └── websockets.conf # :6001 ``` O `frontend.conf` traz `FallbackResource /index.html`: o `vue-router` está em `mode: 'history'` (`frontend/src/router/index.js`) e, sem esse fallback, F5 em rota interna devolve 404. ## Build local A partir da raiz do `application/` (o contexto é `.`): ```bash docker build -f Dockerfile \ --build-arg APP_VERSION=2.59.3 \ -t conectasus:2.59.3 \ . ``` O stage do frontend leva ~7 min (webpack) e roda com `NODE_OPTIONS=--max-old-space-size=4096`. O Node 10 da imagem base limita o heap a ~1.5GB por padrão, e este projeto estoura esse teto com `FATAL ERROR: JavaScript heap out of memory`. O `COPY` do `dist/` é o **último** do stage de runtime, de propósito: assim uma alteração só de frontend não invalida as camadas pesadas da API (`vendor/`, caches de boot), e o push sobe só o delta. ## Executando ```bash docker run -d --name conectasus \ -p 80:80 -p 8080:8080 -p 6001:6001 \ -v /dados/producao/conectasus/api/.env:/var/www/api/.env:ro \ -v /dados/producao/conectasus/api/connections.json:/var/www/api/connections.json:ro \ -v /dados/producao/conectasus/config.js:/var/www/frontend/config.js:ro \ -v /dados/producao/conectasus/storage:/var/www/api/storage \ 192.168.0.41:3001/rkm/conectasus-api:2.59.3 ``` São **três** arquivos de configuração, todos obrigatórios — o entrypoint recusa subir sem qualquer um deles. O `config.js` é a config de runtime do frontend (modelo em [`config.js.example`](config.js.example)): é ele que faz a mesma imagem servir teste, homologação e produção sem rebuild. O bind mount de arquivo único exige que o arquivo **já exista** no host — se o caminho não existir, o Docker cria um *diretório* com aquele nome e o entrypoint falha como se o arquivo estivesse faltando. Variáveis de runtime opcionais: | Variável | Padrão | Efeito | | --- | --- | --- | | `CACHE_CONFIG` | `false` | `true` gera `bootstrap/cache/config.php` no boot. Ganha performance, mas exige restart do container a cada mudança de `.env`/`connections.json`. | ## Migrations > O `WORKDIR` da imagem e `/var/www`, nao `/var/www/api`. Comandos artisan > precisam de `-w /var/www/api` (ou `--workdir`), senao falham com > `Could not open input file: artisan`. **Não são executadas** nem no build nem no start do container. A aplicação de migrations por município é uma esteira separada. O `entrypoint` só roda no start, então `docker exec` passa por fora dele. Tudo o que o comando precisa já está na imagem: `database/migrations`, `database/seeders`, `database/utils` e o `doctrine/dbal` (usado nos `->change()`). O nome passado em `--database` vem do `connections.json` montado em runtime. Em um container já rodando: ```bash docker exec -w /var/www/api -it conectasus php artisan migrate --database=municipio --force ``` Em um container descartável, sem depender de nenhum já no ar — o formato que a esteira de migration deve usar, já que só precisa da tag da imagem e dos mounts de config: ```bash docker run --rm \ -v /dados/producao/conectasus/api/.env:/var/www/api/.env:ro \ -v /dados/producao/conectasus/api/connections.json:/var/www/api/connections.json:ro \ -v /dados/producao/conectasus/storage:/var/www/api/storage \ --workdir /var/www/api \ --entrypoint php \ 192.168.0.41:3001/rkm/conectasus-api:2.59.3 \ artisan migrate --database=municipio --force ``` Pontos de atenção: | | | | --- | --- | | `--force` | Obrigatório. Com `APP_ENV=production` o `migrate` abre prompt de confirmação e aborta em execução não interativa. | | `--database=` | Precisa bater com uma chave do `connections.json`. Nome inexistente falha com `Database connection [] not configured`. | | Código executado | É o da tag da imagem, não o do `git checkout` do host — a esteira de migration deve usar a mesma tag que está em produção. | | Persistência | Migration escreve no banco, não no filesystem do container. Nada se perde em restart ou troca de tag. | Se em algum momento for usado o `php artisan publish` (que percorre todos os clientes de uma vez), aí o `connections.json` precisa ter também a entrada `schema` — [`PublishCommand::databaseExists()`](../api/app/Console/Commands/PublishCommand.php) usa `DB::connection('schema')`. Com `migrate --database=` direto isso não se aplica. ### Workflow manual de migrations O workflow [`.gitea/workflows/migrate.yml`](../.gitea/workflows/migrate.yml) aplica migrations em uma imagem **já publicada**, sem executar deploy nem construir uma imagem. Ele exige quatro dados no botão *Run workflow*: | Campo | Exemplo | Regra | | --- | --- | --- | | `ambiente` | `teste` | Escolha explícita entre teste, homolog e prod. | | `versao` | `2.59.3` | Deve ser a tag da imagem que contém a migration. | | `municipios` | `anhembi,aparecida` | Lista explícita de chaves do `connections.json`; não existe opção `todos`. | | `confirmacao` | `MIGRAR` | Sem o texto literal, o workflow recusa executar. | Para cada município, o workflow cria um container descartável com a imagem escolhida, os mounts `.env`, `connections.json` e `storage/` do ambiente, e roda `php artisan migrate --database= --force`. O container temporário não é a aplicação em produção e é removido ao fim; a alteração permanece no banco de dados. Antes de executar a primeira migration, o script verifica que **todos** os nomes informados existem no `connections.json`, sem imprimir o conteúdo do arquivo. Depois disso os municípios são processados em sequência. Uma falha interrompe a lista; os bancos anteriores podem já ter sido migrados e devem ser verificados antes de uma nova tentativa. ## Rollback Voltar o código é trocar a tag da imagem — segundos, sem rebuild: ```bash docker stop conectasus-api && docker rm conectasus-api docker run -d --name conectasus-api ... 192.168.0.41:3001/rkm/conectasus-api:2.59.2 ``` O que **não** volta é o schema do banco, já migrado para a versão nova. Se isso quebra ou não depende do tipo de migration aplicada: | Tipo de migration no `up()` | Rollback da imagem | | --- | --- | | Aditiva (coluna nova, tabela nova, índice) | **Seguro.** O código antigo ignora o que não conhece. | | Destrutiva (`dropColumn`, `dropIfExists`, `renameColumn`) | **Quebra.** O código antigo referencia o que deixou de existir. | Historicamente o segundo caso é raro: 3 de 255 migrations desde out/2025. Por isso a esteira roda o passo **Avaliar reversibilidade das migrations**, que compara o release com a tag anterior e marca no job summary se o rollback é seguro. O passo é informativo e não bloqueia o build. Quando o release for marcado como destrutivo, o rollback deixa de ser opção barata. As saídas são, em ordem de preferência: 1. **Backup do banco antes de migrar** — permite voltar imagem e schema juntos. 2. **Hotfix para frente** — corrigir na versão nova em vez de voltar. 3. **`migrate:rollback --database= --step=N`** — último recurso. 97,5% das migrations têm `down()` implementado, mas rollback de schema com dados em produção tem risco próprio. Uma alternativa que elimina o problema na origem é adiar a parte destrutiva: o release N para de usar a coluna, o release N+1 a remove. Aí toda migration é aditiva dentro da janela em que o rollback ainda pode ser necessário. ## Esteira (Gitea Actions) Workflow: [`.gitea/workflows/build-api-image.yml`](../.gitea/workflows/build-api-image.yml) (precisa ficar na raiz do repositório — é onde o Gitea procura). **Gatilhos:** - push em `develop` ou `feat_CI_CD_TEST` — constrói, publica e faz deploy no ambiente de teste; a tag é o nome da branch em minúsculas e `latest` não muda; - push em `release-*` — constrói, publica e faz deploy em homologação; - push em `master` — não constrói nem implanta; o merge só prepara o commit que será marcado como release; - push de tag `2.*` (ex.: `2.59.3`) — **sempre constrói** a imagem a partir do commit marcado, publica `:2.59.3` (e `latest`, se `PUSH_LATEST=true`) e para. Deploy e migrations de produção são ações manuais separadas. Sem prefixo `v`: o filtro é `2.*`, então `2.59.3` dispara e `v2.59.3` não — e a ausência de execução é silenciosa, sem erro em lugar nenhum. O Gitea publica a tag da imagem em **minúsculas**. Um build da branch `feat_CI_CD_TEST` vira `:feat_ci_cd_test` no registry. ### Release de produção O responsável cria a tag no commit já aceito em `master`: ```bash git tag 2.60.0 git push origin 2.60.0 ``` A tag constrói e publica a imagem, mas não toca em nenhum ambiente. Antes da liberação, valide o artefato oficial no ambiente de teste pelo workflow manual: ```text deploy → ambiente=teste, versao=2.60.0 migrate → ambiente=teste, versao=2.60.0, municipios=, confirmacao=MIGRAR ``` No horário de liberação, o operador repete a operação de deploy com `ambiente=prod` e a **mesma** versão `2.60.0`; caso haja migrations, aciona depois o workflow `migrate` com a mesma versão e os municípios de produção escolhidos. Enquanto produção estiver em outro servidor, o caminho recomendado é o job manual conectar por SSH ao host de produção e executar o script de deploy lá. Isso ainda precisa dos dados reais do servidor (host, usuário de deploy, chave, fingerprint SSH, caminho do script e do diretório de configuração); eles não devem ser inventados ou gravados no repositório. ### Variables — Settings › Actions › Variables Nenhum host está fixo no YAML; tudo sai daqui (com fallback embutido). | Variable | Exemplo | Default | | --- | --- | --- | | `REGISTRY_HOST` | `192.168.0.41:3001` | `192.168.0.41:3001` | | `REGISTRY_USER` | `ci-bot` | quem disparou a tag | | `API_IMAGE_NAME` | `rkm/conectasus-api` | `rkm/conectasus-api` | | `API_BASE_IMAGE` | `tirkm/v2-application:6` | `tirkm/v2-application:6` | | `CONTEXT_DIR` | `.` | `.` | | `DOCKERFILE` | `Dockerfile` | `Dockerfile` | | `API_DIR` | `api` | `api` | | `PUSH_LATEST` | `true` / `false` | `true` | | `AUTO_MIGRATE_TEST` | `true` / `false` | `false` — executa migrations automaticamente só quando o ambiente da branch é `teste`. | | `MIGRATION_CONNECTIONS_TEST` | `anhembi,aparecida` | sem padrão — lista explícita de conexões municipais para a migration automática de teste. | | `TEST_SSH_HOST` | `192.168.0.44` | opcional; esse é o padrão quando o transporte é SSH. | | `TEST_SSH_PORT` | `22` | `22` | | `SSH_USER_TEST` | `ci-deploy` | obrigatório quando o transporte é SSH. | `CONTEXT_DIR` é o contexto do build (a raiz, que enxerga `api/` e `frontend/`). `API_DIR` é o subdiretório da API, usado só nas checagens que leem arquivos do repositório — `composer.json` e `database/migrations`. Não confundir os dois: foi por herdarem o mesmo valor que essas checagens quebraram quando o contexto subiu. ### Secrets — Settings › Actions › Secrets | Secret | Obrigatório | Para quê | | --- | --- | --- | | `REGISTRY_TOKEN` | **sim** | PAT do Gitea com escopo `write:package` (e `read:package`) | | `DOCKERHUB_USER` / `DOCKERHUB_TOKEN` | só se `tirkm/` for privado | pull da imagem base | | `SSH_KEY_TEST` | sim, para deploy de teste | chave privada do usuário SSH de deploy no host de teste. | | `SSH_KNOWN_HOSTS_TEST` ou `SSH_KNOWN_HOST_TEST` | sim, para deploy de teste | fingerprint SSH do host de teste, no formato de `known_hosts`. | O `REGISTRY_TOKEN` é obrigatório apesar do fallback no script: neste Gitea o `secrets.GITEA_TOKEN` do job resolve para **string vazia**, e o `set -u` não pega isso (a variável está definida, só que vazia). O resultado é um `docker login` com senha vazia e um `unauthorized` que parece problema de rede ou de TLS. Cadastre o secret no **repositório** ou na **organização**. O cofre pessoal (*avatar → Settings → Actions → Secrets*) não é lido por repos da organização — o campo chega vazio e o sintoma é idêntico ao de secret inexistente. ### Deploy de teste por SSH Todo deploy de teste usa SSH. Configure: ```text TEST_SSH_HOST=192.168.0.44 TEST_SSH_PORT=22 SSH_USER_TEST=ci-deploy ``` O job abre SSH para o **host** `.44`, não para o container `act_runner`. Ele envia temporariamente `deploy.sh` e `teste.env`, faz login do Docker remoto no registry, executa o deploy com health check e remove os arquivos temporários. `.env`, `connections.json`, `config.js` e `storage/` não atravessam SSH: eles continuam no `CONFIG_DIR` do host de teste. Registre o host em `SSH_KNOWN_HOSTS_TEST` (ou `SSH_KNOWN_HOST_TEST`) com fingerprint conferido fora da esteira. Não use `StrictHostKeyChecking=no`. O usuário SSH deve ser dedicado ao deploy; como ele opera Docker, trate-o como acesso administrativo ao host. ### Pré-requisitos 1. **act_runner registrado** com acesso ao daemon Docker do host — registre em modo `host`, ou monte `/var/run/docker.sock` no runner. O registro é feito uma única vez e persiste em `/data/.runner`; o token de registro do compose só é lido no primeiro boot. 2. **Registry em HTTP**: `192.168.0.41:3001` não tem TLS, então o Docker do runner precisa confiar nele. Em `/etc/docker/daemon.json`: ```json { "insecure-registries": ["192.168.0.41:3001"] } ``` Seguido de `systemctl reload docker` — `insecure-registries` é recarregável via SIGHUP, então **não** é preciso reiniciar o daemon nem derrubar containers. Vale para todo host que faça `push` **ou `pull`** dessa imagem, incluindo os servidores de deploy. 3. **Container registry habilitado** no Gitea (`[packages] ENABLED = true` no `app.ini` — já responde em `/v2/`). 4. **`Packages: Write` no time da organização.** Publicar em `rkm/` exige essa unidade no time ao qual a conta do CI pertence — é permissão separada da de repositórios, e sem ela o `docker login` passa e só o `push` falha, com `unauthorized: authentication required`. Configura-se em *organização rkm → Settings → Teams → \ → Units*. Para diagnosticar: o endpoint `/v2/token` **não serve** — ele devolve `Scope: "all"` mesmo sem permissão, porque a checagem real só acontece no upload do blob. O teste que decide é tentar o push num namespace pessoal (`/teste`): se lá funcionar e em `rkm/` não, é permissão de org, não escopo de PAT. ### Etapas do job 1. Checkout 2. Metadados (versão, tags, data) 3. Confere `composer.json.version` contra a tag (aviso, não bloqueia) 4. Avalia reversibilidade das migrations contra a tag anterior (informativo) 5. Login no Docker Hub (pulado se o secret não existir) e no registry do Gitea 6. `docker build` — frontend (`npm ci` + `npm run build`) e API (`composer install`) em stages paralelos, com só o `dist/` e o código atravessando para o runtime 7. Smoke test: a app boota com config; `.env`/`connections.json` **não** estão na imagem; o entrypoint recusa subir sem config; o `dist/` está publicado; o Apache passa no `configtest` e expõe `:80` e `:8080` 8. `docker push` de `:` e, se `PUSH_LATEST=true` e for build de tag, de `:latest` 9. Resumo no job summary + limpeza (`docker rmi`, `docker logout`)